Podemos imaginar que nas primeiras quatro décadas de 1800, a busca pela fixação da imagem foi como uma corrida pelo ouro, pelo fato que muitas pessoas em lugares diferentes realizavam pesquisas para desenvolver algum método que estabilizasse a reação da prata à luz. Sem meios de comunicação de massa instantâneos como temos hoje, a transmissão da informação era demorada e as descobertas quando anunciadas pegavam vários pesquisadores do mesmo tema de surpresa. Nesse contexto é que os fabricantes de lentes Charles (pai) e Vincent (filho) Chevaliers comentam com Daguerre, seu cliente de equipamentos óticos desde cerca de 1825, que outro cliente Joseph Nicepor Niepce, com algum progresso, pesquisa a fixação de imagens químicas. Daguerre pede então a Chevaliers o endereço de Niepce e começa a se corresponder com ele em 1826, se encontram pessoalmente em 1827 e em 1829 firmam uma parceria, dando sequência as pesquisas até Daguerre descobrir o daguerreótipo por volta de 1834. Niepce que morre em 1833, não vê a descoberta. (1)

As lentes Chevaliers dá década de 1820 são simples prismas, cujo principal problema é a aberração cromática.

Mas na década de 1830, os Chevaliers começam a fabricar lentes acromáticas, acrescentando mais um vidro que faz a correção da difração da luz.

É essa lente que será usada na câmera Giroux-Daguerre de 1838. O problema, no entanto, é que se trata de uma lente f/17, que combinada com a lenta química das primeiras versões do daguerreótipo só permitia registros em longuíssimas exposições, em torno de 30 minutos.

O processo fotográfico que se torna público em 1839, pelas limitações do tempo de exposição, se ocupa inicialmente das paisagens. Os retratos precisariam aguardar a evolução técnica que começariam ainda em 1839 com o projeto de Joseph Petzval no campo da ótica, e com a evolução do procedimento químico em seguida, reduzindo o tempo de exposição de minutos para segundos.

A empresa vienense, Voigtlander & Sons, começa a produzir o design de Petzval em novembro de 1840. Essas lentes possuíam abertura de cerca de f3,7, tendo como assinatura uma grande nitidez no centro e um enorme desfoque nas bordas, com menos aberração cromática e esférica que as lentes Chevaliers. Essas características tornaram as lentes ideais para retrato, e sendo o retrato a primeira aplicação comercial da fotografia, tais lentes tiveram um amplo desenvolvimento e dominaram o mercado na primeira década após a apresentação oficial do daguerreótipo.

Muitos fabricantes adotam o projeto de Petzval em função da patente deixar muitas brechas e se limitar à Áustria. A própria empresa Voigtlander & Son, desloca sua produção para evitar os pagamentos de royalties.

Com as novas objetivas de Petzval, o tempo de exposição cai, da faixa entre 15 e 30 minutos, para cerca de um minuto e meio. Combinando as novas objetivas e a introdução de uma nova etapa química, onde vapores de bromo aplicados na sensibilização da placa de metal, o tempo de exposição fica na faixa entre 15 e 30 segundos no final do ano de 1840, tornando totalmente viável, com a ajuda de uma série de suportes para braços, cabeça e outras partes do corpo, a execução de retratos nítidos (Eder, 1945: 293).(2)

A caracterísitica da ótica de Petzval, é que próximo das aberturas máximas, a área de nitidez central é bastante estreita. Então, se obtém uma imagem bastante nítida no centro, mas que se deteriora em um grande desfoque com aspecto de curvatura nas bordas. Nos dias de hoje, esse ‘problema’ é um diferencial perseguido pelos fotógrafos, pois consegue conferir um aspecto único para as imagens produzidas com tais lentes.

Para produzir negativos ou positivos grandes, em câmeras de 8×10 ou 11×14 polegadas, e ainda possuir a capacidade de grandes aberturas de diafragma, essas lentes precisam ser grandes. Sendo a sua estrutura de latão, além de grandes também são bastante pesadas.

A seguir estão algumas das mais significativas variações da lente de Petzval. Lentes como essas são muito utilizadas atualmente para produção de retratos em colódio úmido, daguerreótipos ou fotografias em filmes de grande formato.

Darlot Portrait

OBJETIVAS

As objetivas podem ser consideradas o primeiro atributo de uma câmera fotográfica em relação a qualidade da imagem, isso por que são as objetivas que tem a função de conduzir a luz até o suporte. Então, de nada adiantará um ótimo sensor digital, ou um negativo grande se a imagem que for projetada para captura estiver com distorções angulares, embaçada ou com desvios cromáticos.

Em cada objetiva, a disposição e o conjunto de lentes utilizado em sua construção, produzira um resultado óptico diferente. Em alguns casos, esse conjunto possibilitará ao fotografo captura grandes áreas, em outros casos, objetos muito pequenos serão ampliados, e em outros casos o conjunto de lentes produzira imagens praticamente sem distorções de perspectiva, etc. O fato é que cada tipo de objetiva possui características ópticas que serão úteis a capturada de determinadas imagens específicas, e conhecer essas características é que nos habilita a escolher a objetiva certa para cada ocasião.

Além das características citadas que definirão a tipologia da objetiva, outras questões também devem ser consideradas, tais como os aspectos construtivos da objetiva, se ela possui uma selagem para umidade e poeira, o peso, se possui revestimento nos cristais, a abertura máxima do seu diafragma, o preço, etc. Enfim, são muitas as variáveis, o que faz com que tenhamos que ter certa consciência de todos esses aspectos. Mas o fato é que todas essas escolhas só poderão ser feitas com clareza na medida em que se souber o tipo de uso que se fará do equipamento. É nesse momento que as características técnicas devem ser levadas em conta.

Como as objetivas são formadas por grupos de lentes, também é comum chama-las apenas de lentes. Mesmo não sendo essa uma nomenclatura absolutamente precisa, seu uso é comum e corriqueiro.

DISTÂNCIA FOCAL E ÂNGULO DE CAPTURA

O primeiro conceito que precisamos ter em mente é o de Distância Focal. A distância focal é a distância do centro óptico da objetiva até o plano focal, aproximadamente do centro da objetiva até o suporte (sensor, negativo ou placa). Esse número, dado em milímetros, nos ajuda a classificar as objetivas em relação a sua abertura angular, pois quanto menor a distância do centro óptico ao plano focal, maior o ângulo de captura da imagem. Ou seja, a distância focal nos indica o angulo que a objetiva consegue cobrir. Esse ângulo se refere à area que está na nossa frente. Existem objetivas que conseguem cobrir até 180º. Se você abrir os braços, tudo que estiver para frente deles será fotografado. Claro que os objetos que estão mais nas bordas sofrerão uma distorção enorme, enquanto os objetos que estiverem mais ao centro da cena, terão menos distorções.

As distâncias focais podem ser fixas ou variáveis. As fixas chamamos também de objetivas prime e as variáveis, que possuem um sistema de engrenagens que desloca o conjunto de lentes para frente e para trás, chamamos de zoom.

As objetivas podem ser classificadas de um modo geral em três grandes grupos:

Grande Angulares

São as objetivas que possuem uma distância focal pequena, vão de 8mm até a faixa dos 40mm, aproximadamente. Essas lentes tem a capacidade de capturar grandes ângulos, em função disso são muito utilizadas para fotografia arquitetônica e paisagem por exemplo.

Nessa categoria, estão as lentes chamadas de Olho de Peixe, que conseguem cobrir um angulo de 180º.

Normal ou Standart

As lentes consideradas normais são as que possuem uma distância focal do tamanho da diagonal do negativo ou do sensor de quadro cheio (full frame). Tal diagonal possui 43mm, mas por convenção, se considera a distância de 50mm. Essas objetivas também são conhecidas por produzirem imagens com uma faixa de visão muito semelhante ao olho humano, portanto, conseguem capturar cenas com as menores distorções de perspectiva.

Teleobjetivas

As teleobjetivas então são as lente acima de 50mm. Muitos fotógrafos chamam de ‘meia-tele’ as lentes até 150mm, e de teleobjetivas as lentes acima de 150mm.

Por cobrirem o sensor da câmera com a imagem projetada de pequenos ângulos de visão, tais objetivas conseguem aproximar objetos que estão longe, gerando ampliações.

Seu fator de ampliação pode ser calculado simplesmente dividindo o valor da distância focal da objetiva em questão pela objetiva normal, ou seja, se queremos saber quanto uma objetiva de 300mm consegue ampliar a imagem no suporte, dividimos 300 por 50, então a ampliação ficaria em aproximadamente 6 vezes.

Podemos citar ainda um outro grupo de objetivas, que são aquelas que possuem algumas características particular e especial, como por exemplo, as objetivas Macro. Esses equipamentos tem a função de fotografar coisas pequenas que estão próximas. Essas lentes conseguem projetar imagens no suporte do mesmo tamanho (1:1) ou maiores (2:1, 3:1, 4:1 até 10:1) que o objeto fotografado. É com ela que fotografamos insetos e coisas muito pequenas.

Temos também as objetivas tilt-shift que permitem realizar compensações no plano focal e efeitos de miniaturização de cenas. E ainda, as objetivas chamadas de lens baby que produzem distorções variadas.

Distância focal x Profundidade de Campo

A Profundidade de campo é a área onde começa e termina a nitidez de uma imagem. Esse conceito é melhor estudado quando falamos do diafragma. Mas a profundidade de campo também depende da objetiva. Agora podemos aprofundar nossa capacidade de controle da profundidade de campo ao saber que quanto maior a distância focal, menor a profundidade de campo. Ou seja, em objetivas como as teles e as macros, nossa profundidade de campo tende a ser bastante reduzida (no caso das macro, a área de foco pode se limitar a 1 milímetro). Já nas objetivas normais e grandes angulares nossa profundidade de campo tende a ser significativamente maior, podendo ser de quilômetros.

No infográfico abaixo podemos ver toda a gama de opções das distâncias focais, junto com o ângulo de captura e as aplicações mais comuns.

CARACTERÍSTICAS GERAIS DAS OBJETIVAS

Luminosidade (e profundidade de campo)

A luminosidade de uma objetiva é relativa ao tamanho da abertura máxima do diafragma. Então quanto menor o f/stop da objetiva em questão, maior a abertura para a entrada de luz. Essa característica aumenta a gama de situações em que o fotógrafo consegue trabalhar, pois com isso, pode-se usar ISO’s mais baixos e velocidades mais altas, além de ter maior controle sobre a profundidade de campo. Esse é um dos principais recursos da objetiva e um dos que mais impacta no preço.

A profundidade de campo é a área de nitidez aceitável que obtemos em cada fotografia. Tecnicamente, o foco é um ponto específico e único onde a imagem fica perfeitamente nítida, no entanto, como nossa acuidade visual não tem essa precisão instrumental, tanto para frente quanto para trás desse ponto, gradativamente, até uma certa distância, teremos uma área que em nossa percepção estará nítida. Então, profundidade de campo é a distância entre os elementos mais próximos e mais distantes em uma cena que parece ser nítida em uma imagem.

Grosso modo, a profundidade de campo é definida a partir de quatro variáveis: pela abertura do diafragma, pela distância focal da objetiva, pelo tamanho do sensor e pela distância que estamos do objeto fotografado.

As objetivas que permitem maiores aberturas de diafragma, tais como 1.2, 1.8 e 2.8, e, de forma adicional, que tenham maior distância focal, tais como 85, 200, 300 e 500mm, permitirão ao fotógrafo um controle maior da profundidade de campo, isso pelo fato que com esses equipamentos será possível produzir imagem com o fundo muito desfocado, tornado o primeiro plano mais destacado.

Enquanto recurso de linguagem, a profundidade de campo é uma das formas mais efetivas de controlar a carga cognitiva de percepção de uma imagem. Quando diminuímos muito a PDC do segundo plano, conseguimos ampliar a ênfase no primeiro, pois toda a informação visual do fundo é eliminada, simplificando e aumentando a velocidade da percepção do primeiro plano.

Motor de focagem

Nas objetivas modernas, motor de focagem é o sistema de ajuste automático do foco, quanto mais rápido esse sistema, maior a agilidade do fotógrafo para a captura.

Estabilização de imagem

O sistema de estabilização de imagem auxilia na medida em que diminui a flutuação e a vibração da imagem no sensor, com isso, é possível capturar fotografias com velocidades mais baixas de obturação. No caso de fotografias feitas com tripé, a estabilização da imagem deve ser desligada. Esse recurso tem migrado da objetiva para o sensor, nas câmeras mais recentes.

Revestimento das lentes

Cada uma das lentes que compõe uma objetiva, tem a capacidade de transmitir a luz que recai sobre o vidro, no entanto, uma certa fração dos raios luminosos refletem na superfície das demais lentes. Em função disso as lentes recebem tratamentos como os revestimentos antirreflexo, que eliminam ou diminuem defeitos (ou efeitos) como o flare.

Outros problemas, como a aberração cromática, causado pelos diferentes índices de refração dos comprimentos de onda da luz, são reduzidos com o revestimento das lentes. As técnicas, processos e quantidade de elementos ópticos revestidos em cada objetiva muda de fabricante para fabricante, e é um fator importante na composição do preço do equipamento.

Estrutura do corpo e selagem

Algumas objetivas possuem uma selagem especial que permitem que sejam expostas à humidade e a poeira sem sofrer danos. Não se trata de uma blindagem, mas tal sistema permite que a objetiva receba respingos d’agua ou até uma garoa fina, sem que isso danifique o equipamento.

A ESCOLHA DA OBJETIVA

Provavelmente, a dúvida universal mais comum de quem está entrando no mundo da fotografia é saber qual equipamento comprar. Não há um curso de nível introdutório de fotografia que essa pergunta não seja feita. E antes de arriscar uma resposta, é preciso saber o que se pretende fotografar, com quais objetivos se pretende fotografar, em que condições, etc.

A escolha do equipamento é sempre a escolha de um instrumental para realizar uma tarefa específica. Então é preciso ter clareza da tarefa para só então escolher o equipamento.

Por exemplos, falando das características técnicas, qual a seria utilidade de um motor de focagem se você se dedicar a fotografar paisagem? No entanto, se você se dedicar a fotografia esportiva, um motor de focagem ultra rápido pode ser a diferença entre obter a foto ou não. Do mesmo modo, podemos pensar sobre a necessidade de uma selagem na objetiva se o equipamento será usado apenas em estúdio.

Se você gosta de fotografia de natureza, e pretende montar sua mochila e realizar longas caminhadas na mata, é importante escolher um kit de equipamentos que sejam mais leves. Ao comparar modelos de objetivas, câmeras, tripés e até de mochilas, você ira perceber que equipamentos similares podem ter um peso final significativamente diferentes. Enfim, as variáveis de uso são muitas e ao se relacionar entre si, se tornam praticamente inumeráveis.

Zoom ou Prime?

Uma objetiva zoom cobre um alcance maior de distâncias focais, sendo assim possuem um nível de versatilidade muito superior que as objetiva prime. No entanto, a qualidade em termos de nitidez de imagem, de velocidade de foco e luminosidade, tende a ser sempre maior nas objetivas fixas. O que parece ocorrer é que quando estamos iniciando nossa trajetória na fotografia, temos uma tendência a optar por objetivas zoom de larga escala, tais como a 24-105mm, ou seja, objetivas que cobrem desde os grandes ângulos até as meias teles. No entanto, a medida que vamos nos especializando, cada vez mais vamos percebendo que fotografamos em uma faixa mais limitada de distância focal, ou que sabemos de antemão que lente utilizar em cada situação específica, o que diminui muito a necessidade de lentes versáteis.

NOMENCLATURAS

Com o passar do tempo e para dar visibilidade as suas melhorias tecnológicas, os fabricantes foram criando títulos para nomear tais inovações. Esses nomes são transformados em abreviações. Algumas até são impressas nas objetivas junto com as demais informações necessárias para realizar toda a indicação técnica de construção do equipamento. A maioria dos itens dessa nomenclatura muda de marca para marca, o que torna bastante difícil produzir uma lista completa sobre esses termos. A seguir, indicamos alguns dos mais comuns de duas marcas populares. Em seus sites os fabricantes costumam indicar com detalhes cada uma dessas abreviações.

As objetivas apresentam também uma codificação que é comum a todas as marcas. São pelo menos três indicações impressas no corpo da objetiva que indicam: a distância focal, o diafragma máximo de abertura e o diâmetro da lente.

A distância focal é expressa em milímetros, sendo variável terá o número da distância focal mínima e depois o número da distância focal máxima, por exemplo 18-135mm. No caso de objetiva com distância focal fixa, então teremos apenas o número da distância focal, por exemplo: 50mm.

Nas objetivas zoom de melhor qualidade, a abertura máxima do diafragma é constante, ou seja, não se modifica em função da distância focal. Nesse caso, a objetiva indicará essa especificação da seguinte maneira: 1:2.8. Então na objetiva 24-70mm da Canon, o diafragma máximo de 2.8 pode ser aplicado tanto na distância focal de 24 quanto de 70mm.

Em outros casos, quando o diafragma máximo variar em função da distância focal, o primeiro número indicará o diafragma mais aberto na menor distância focal, e o segundo número indicará o diafragma mais aberto na maior distância focal (1:3.5-5.6). No caso da lente Nikon 18-135mm, isso indica que o diafragma de 3.5 só é obtido com a objetiva na distância focal de 18mm, pois na distância focal de 135mm o diafragma mais aberto possível é o de 5.6.

A terceira indicação que as objetivas trazem é o do diâmetro frontal da lente, representado pelo símbolo ø. Nesse caso a informação é fundamental para se escolher filtros e acessórios que poderão ser acoplados na objetiva, em função da compatibilidade da rosca.

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OUTROS CONCEITOS LIGADOS ÀS OBJETIVAS

Círculo de confusão

É o termo que designa o parâmetro aceitável que consideramos nítido em uma imagem. O circulo de confusão é o diâmetro máximo que um ponto fica tecnicamente fora de foco, mas que para nossa acuidade visual está em foco. Esse conceito trata do nível de tolerância que o olho tem em relação à nitidez, determina quanto algo fora de foco é percebido como aceitavelmente nítido.

Flare

São manchas visíveis de luminosidade, circulares ou hexagonais, provocadas pela dispersão quando a luz entra na câmera por certos ângulos de forma mais direta ou frontal (quando fotografamos contraluz). O efeito causa relativa diminuição do contraste da imagem, tornando as cores mais esbranquiçadas (lavadas e menos saturadas).

Aberração cromática

Quando a luz branca atravessa um cristal, vemos um arco-íris. O arco-íris é produzido pela separação das cores no cristal. A aberração cromática ocorre pelo mesmo princípio, quando a luz atravessa o vidro da objetiva, as diferentes ondas que correspondem as diferentes cores, atravessam em velocidades diferentes, pois o índice de refração do vidro varia de cor para cor (cada comprimento de onde possui uma velocidade diferente de propagação no vidro). Com isso, as bordas de objetos que estão em contraluz assumem cores resultantes da fragmentação da luz. A objetiva irá curvar inicialmente a luz para concentrar os feixes no sensor, nesse momento os feixes são separados e quando se esbarram no plano de foco estão desencaixados.

Os softwares de edição fotográfica corrigem isso com bastante facilidade. E é importante realizar essa correção mesmo em imagens que serão convertidas em preto e branco, uma vez que na conversão as bordas coloridas da aberração cromática formarão uma linha branca que contorna os objetos.

Difração

É um problema resultante da forma como a luz se propaga através do orifício do diafragma. Quando a abertura do diafragma é muito pequena os raios de luz dispersos se sobrepõem provocando um certo embaralhamento da imagem e diminuição de nitidez.

Bokeh

O termo com origem na língua japonesa equivale a borrão. Na fotografia designa a qualidade de certas objetivas de produzir grandes desfoques de forma muito suave. No jargão fotográfico esse termo indica a qualidade do desfoque e não o desfoque em si, se diferenciando dessa forma do conceito de profundidade de campo.

Notas de referências:

1 – Baseado em (a) trechos do livro Berthiot Chevalier Darlot Derogy Hermagis Jamin Lerebours Soleil PHOTOGRAPHIC LENSES OF THE 1800’S IN FRANCE, de Corrado D’Agostini, acessado em 01/12/2019, no endereço: http://www.oldphotographiclenses.com/index.html e (b) no sitio virtual: https://photo-museum.org/daguerre-invention-photography/, acessado em 01/12/2019.

2 – Eder, Josef Maria. History of Photography. New York: Columbia University Press, 1945. 384.

3 – Fonte: https://picclick.it/HERMAGIS-Petzval-Portrait-Landscape-310mm-f38-early-123840388885.html, acessado em 03/12/2019.

4 – Fonte: http://japonicamera.com/super-rare-dallmeyer-3b-patent-portrait-soft-focus-lens-280mm-f-3-london-5281/ – acessado em 02/12/2019

5 – Fonte: https://www.ebayshopkorea.com/itm/JaminDarlot-Sr-Vintage-Brass-Portrait-Lens-Size/322836474566, acessado em 02/12/2019

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